Na Economia no mundo, que situações inesperadas ou originais podem surgir?

A Terra atualmente é como uma enorme casa de inúmeras famílias, onde os nossos problemas acontecem em conjunto com os de muitos outros, ou mesmo com todos os seres humanos. Sendo assim, na Economia também podemos encontrar muitos assuntos que dizem respeito a todos os seres humanos e muitas áreas onde podem aparecer situações inesperadas ou originais. Há também muitos casos interessantes nas relações da Economia com a Criatividade, as Artes e a Política.

Na insperatus.org queremos contribuir para que todos possamos ser criativos num mundo comum diferente. Seguem 3 casos e situações na economia para os quais se irá procurar dar forma e onde surgirão exemplos da sua implementação:

1. Para onde podem evoluir as economias cheias de indivíduos criativos no mundo? Dado que a excepcional capacidade dos seres humanos não é produzir produtos como faz a natureza, mas sim ser criativos, pensar e fazer nascer, não apenas coisas mas também sentidos; o atual sistema económico preponderante poderá ter levado o ser humano a uma condição menos activa no mundo. Com as mudanças para espaços cheios de criativos no mundo, que situações originais e inesperadas poderiam surgir nas economias no futuro próximo?

2. É necessário encontrar formas diferentes e originais de atribui Valor, Retribuir e Financiar inúmeras atividades humanas nas relações da Economia com a Criatividade no Mundo, as Artes e a Política. Procuramos vias originais e inesperadas que possam surgir para valorizar e financiar essas atividades humanas cuja realização é única, sem medida ou denominador comum e sem as normais transacções de mercado, que têm sido uma maneira habitual de remunerar e financiar actividades económicas. Que novas actividades económicas e financeiras podem surgir nessas actividades humanas no mundo?

3. Um caso para tentar resolver os problemas de desigualdades de circunstâncias é o “rendimento básico universal”, que já está a acontecer em alguns locais, e de que muito se tem falado nos últimos tempos. Esta ideia de um “universal basic income” (UBI) está longe de fazer parte da desgastada dicotomia esquerda-direita na política, e muito menos consiste numa ideia relacionada com utopias geradas por ideias marxistas. A ideia foi criada nos anos 60 nos EU pelo economista Milton Friedman, da ultraliberal escola de Chicago, e foi também defendida por Joseph Beuys, um dos criadores do primeiro partido Verde, o alemão nos anos 70. Este “universal basic income” substitui todas as contribuições actuais do Estado, que tinham um princípio de seguro e protecção para quem precisa, por uma única contribuição do Estado para todos os cidadãos. E, se necessário, aqueles que têm mais rendimentos poderão ajudar quem precisa, em princípio duma forma muito mais construtiva e criativa do que muitos casos atuais do Estado e outras instituições particulares de assistência social, pouco credíveis em muitos casos e países.

O que acha sobre esses 3 casos e situações na economia? Traga as suas ideias e opiniões informadas e deixe-nos saber outros casos que podem-nos ajudar a todos a ser mais criativos num mundo comum diferente e melhor.

Filipe Novais, Porto, Europe.

Image – From Bill Viola video, Five Angels for the Millennium; 2001, Video, 5 projections, colour and sound (stereo); Tate, London.

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